A profissionalização das associações comerciais

Gilmar Denck

A profissionalização das administrações nas associações comerciais, junto com a conquista da confiança de investidores para estes casos, na hora de colocar na balança, faz com que seja bem mais jogo essa mudança dos serviços para o formato de cooperativa.
Há discussões se deve ou não separar os serviços do institucional e a sua responsabilidade social, ponto que ainda deveria ser alvo de estudos de especialistas para a área.
Mas uma questão é dita com clareza: o fortalecimento e a evolução das redes sociais e o próprio metaverso trazem ainda mais possibilidades para que os cases sejam de sucesso.
A evolução nos últimos anos provam este ponto, em crescente evolução. Não dá para descartar, mas devemos admitir que precisamos da entrada de capital estrangeiro. Uma entidade não pode nem vai atrair capital privado nenhum, muito menos estrangeiro, porque além de não ser foco a sua forma de administração é primária, primitiva, atrasada, que não gera eficiência, que não gera transparência, e que não gera resultados eficazes e efetivos.
Tirando uma dúzia de associações das grandes cidades do Brasil, todas as outras seguem na direção de inviabilização. É preciso estimular cooperativas regionais. Tem que criar uma estrutura para estimular os incentivos.
Temos que estimular a cooperativa de serviços, onde os benefícios tem que ser para aqueles que vão aderir ao modelo moderno.
Entre nós muitos dirão que a transformação em cooperativa trará efeitos indesejados como o aumento do volume de impostos a serem pagos, porém o impacto da mudança, saindo do formato associativo, entrando para a forma de cooperativa, será muito grande na ampliação e na captação de novos associados fidelizados ao negócio. Sair praticamente do zero para um volume de impostos pode ser compensado pela alavancagem dos negócios e oportunidades para todos.
Hoje isentos, teriam que pagar um volume que no primeiro momento, na balança, não seria recomposto com os investimentos, mas na linha do tempo além de corroborar com o crescimento da economia da nação teria sim um incremento considerável em suas receitas.
Acredito que as ACEs poderiam pleitear junto aos parlamentares um regime especial para que a mudança de modo da administração faça com que o pagamento dos tributos passe a ser em um médio prazo depois da criação da cooperativa até que ela seja sacramentada.
Claro que esta transformação deverá ser encabeçada em modelo piloto por uma grande e corajosa entidade. Há muitos aspectos a serem vencidos, a começar com uma boa assessoria na implantação da cooperativa e seu estatuto inicial. E na medida em que o sucesso esperado seja alcançado, pode ser copiado por todas. Quanto às entidades de cidades menores podemos pensar no modelo de cooperativas regionais embarcadas nas coordenadorias as quais sairiam ganhando na arrancada pela economia de escala, gestão compartilhada e possibilidades de alavancagem acelerada.Um modelo cooperado nos serviços que podem ou não mais tarde atrelar se às cooperativas de crédito, alinhadas na outra ponta ao programa associar para alavancar a cultura interna das associações quanto ao seu papel de defesa da democracia, fomento do empreendedorismo e disseminação da cultura de cooperação, não tenho dúvidas podemos estabelecer um modelo para o Brasil e ao mundo.

O autor é empresário com 30 anos de experiência em associativismo. Formado em Filosofia e Administração.

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com