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ACIPG leva demandas ao prefeito

08/08/2017

Diretores da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) estiveram reunidos com o prefeito Marcelo Rangel (PPS). O encontro foi solicitado pelos diretores que apresentaram reivindicações de infraestrutura, fiscalização e planejamento ao Executivo Municipal. De acordo com o presidente, Douglas Taques Fonseca, o objetivo foi levar algumas demandas que a Associação considera importantes e que merecem atenção da administração municipal. “Levantamos alguns pedidos e o prefeito ficou de estudar. Aguardaremos”, disse.

Calçadas

O primeiro tema da reunião foi um projeto de iniciativa da ACIPG em parceria com várias entidades para a adequação de calçadas no município. O objetivo é que a cidade conte com passeios adequados em relação ao piso antiderrapante, tamanho e livre de obstáculos. “A ideia, em primeiro momento, é fazer uma campanha de conscientização e entregar uma cartilha para as pessoas”, explicou o diretor de Planejamento Urbano da ACIPG, Jarbas Goes. Para ele a Prefeitura é um parceiro importante para a implantação do projeto, que deve padronizar passeios no município e dar maior segurança aos pedestres. A ideia foi bem aceita pelo Executivo, que se dispôs a auxiliar. De acordo com o prefeito, Ponta Grossa deverá ter uma lei atualizada sobre o assunto, nos moldes de outras cidades como Blumenau, em Santa Catarina. 

Estruturação do Iplan

Outro assunto que foi abordado por Jarbas Goes diz respeito à estruturação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan). Segundo ele, há uma demanda grande de serviços que necessitam da atenção do Instituto e que não tem agilidade por conta da falta de profissionais. “Temos que pensar projetos para a próxima gestão, não apenas para essa. As demandas aumentam, há a lei de impacto de vizinhança, o Plano Diretor e tudo isso está tomando tempo do Iplan. Precisamos reduzir prazos para não inviabilizar os investimentos”, apontou.

Pavimentação do Distrito Industrial

Uma reivindicação antiga e que vem sendo constante por parte da ACIPG é a pavimentação do Distrito Industrial. Segundo o presidente Douglas Taques Fonseca, desde 2002, em sua primeira gestão à frente da entidade, o assunto é debatido pela Associação. No encontro da quinta-feira o diretor de Indústria, Leonardo Puppi Bernardi, pediu apoio do prefeito para a incluir na verba de 30 milhões do Paraná Cidade a pavimentação as ruas Selma Fayad, Avenida Adroaldo José Bombardelli e rua Guilherme Wiecheteck, vias principais do local e que têm papel importante no deslocamento da região. “Essa falta de pavimentação inviabiliza a atividade das industrias”, disse. De pronto o prefeito explicou que essa verba do Paraná Cidade se aplica apenas às áreas urbanas e residenciais, o que impede sua utilização para o Distrito Industrial.

Ainda, dentro do mesmo tema, outra solicitação que foi feita diz respeito à assinatura de contrato para o pagamento da pavimentação das vias no distrito. Segundo Leonardo, coletivamente os empresários já se dispuseram a pagar pela pavimentação das demais ruas e é preciso que a Secretaria de Indústria e Comércio procure os proprietários para essa assinatura junto à Companhia Pontagrossense de Serviços (CPS). “Por se tratar de asfaltamento nós precisamos que seja feito via CPS. É diferente da colocação de cascalho e empedramento que podemos fazer por conta própria”, ressaltou.

Os pedidos referentes ao Distrito Industrial têm impacto em mais de duas mil pessoas e são uma preocupação da ACIPG. A obra do novo acesso, que foi confirmada recentemente, deve retirar da BR muitos veículos que entram e saem do local. Para o diretor de Assuntos Comunitários, Luiz Eduardo Pilatti Rosas, é preciso atenção à questão como forma de dar segurança aos motoristas tanto do distrito quanto da própria rodovia. Na reunião ele solicitou ao prefeito apoio para que os trabalhos possam ser agilizados, incluindo documentação e liberações.

Contrato com a Sanepar

Um dos assuntos que motivaram a reunião entre ACIPG e Prefeitura é a negociação do contrato com a Sanepar. Segundo o diretor de Assuntos Comunitário, Luiz Eduardo Pilatti, essa decisão precisa de estudos técnicos muito bem determinados, principalmente em relação à dívida do município com a empresa, que necessita de uma auditoria pormenorizada. “Somos parceiros para que se busque uma empresa para fazer essa auditoria. O que não pode acontecer é fazer qualquer acordo sem esse trabalho. Não podemos permitir que a população pague essa conta por muitos anos sem auditar o valor exato da dívida”, ressaltou.

De acordo com o prefeito, existe uma discussão a respeito dos valores, sendo uma dívida pleiteada pela empresa de 37 milhões e outra que o município entende como mais plausível, que seria de 18 milhões. Segundo a administração, esses valores serão verificados antes que seja tomada qualquer decisão. “Não vamos assinar um contrato onde a Prefeitura se responsabilize por uma dívida de 38 milhões”, declarou o procurador geral, Marcus Vinícius Freitas dos Santos. Ainda segundo o prefeito, há uma proposta de negociação que envolve a quitação da dívida do município, bem como o pagamento de valores da Sanepar a Ponta Grossa e possível assimilação da destinação de resíduos sólidos pela empresa para que um novo contrato seja assumido. “Fizemos a proposta agora vamos esperar a decisão da diretoria da empresa”, explicou Rangel.

Fiscalização

O último ponto levantado pela Associação foi a adoção por parte da Prefeitura de tecnologias que possam permitir à população agir como fiscalizadores à serviço do município. Os diretores solicitaram que o Executivo passe a utilizar aplicativos de celular que permitam aos munícipes apontar problemas à administração, agilizando processos que hoje são demorados por conta de protocolos e pedidos. O prefeito prometeu verificar a questão e buscar uma resposta para o problema. 

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