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CTMA da ACIPG realiza reunião sobre coleta e tratamento do lixo em PG

27/05/2014


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            A Câmara Técnica do Meio Ambiente (CTMA) da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), realizou reunião na noite de segunda-feira (26), para conversar sobre o tema ‘Coleta e Tratamento do Lixo em Ponta Grossa’. O Secretário Municipal de Planejamento, João Ney Marçal Júnior, o secretário Municipal de Meio Ambiente, Valdenor Paulo do Nascimento - Paulo Cenoura, o diretor de Projetos e Planejamento Urbano do Iplan, Paulo Barros, o sócio proprietário da Ponta Grossa Ambiental (PGA), Marcus Vinicius Nadal Borsato e o Promotor de Meio Ambiente do Ministério Público, Honorino Tremea, discursaram sobre o assunto.

            O presidente da ACIPG, Nilton Fior, destaca o motivo da reunião. “Com esta ação, a entidade inicia uma série de momentos, em que pretendemos tratar de assuntos que impactam no dia a dia da nossa cidade e também da região dos Campos Gerais.Há alguns dias, eu e Caroline Schoemberger, diretora da CTMA, fomos conversar com o secretário João Ney e com o diretor Paulo Barros, em função de uma matéria jornalística veiculada, em que poderia ser cobrada a atuação do comércio em relação ao lixo produzido pelo mesmo.Nesta conversa, o secretário fez menção à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que deverá ser implantada até 1º de agosto”, explica o presidente que reitera que a ação teve o propósito de apresentar e dialogar a respeito do assunto.

            De acordo com Caroline Schoenberger, coordenadora da CTMA da ACIPG, a Câmara Técnica, constantemente, acompanha as problemáticas envolvendo a situação da coleta e tratamento do lixo em Ponta Grossa. “Esse debate visou trazer referências técnicas e levantar questionamentos possíveis para melhorar a coleta e o tratamento em nossa cidade, seja no âmbito residencial ou comercial”.

            O diretor de Projetos e Planejamento Urbano do Iplan, Paulo Barros, demonstrou a situação do  sistema  de  coleta, transporte  e  destinação  final dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), apresentou possíveis  novas tecnologias  para  tratamento dos resíduos e subsídios da  tomada  de decisão  sobre  a  nova proposta  sustentável  de gerenciamento. “O prazo de vigência do contrato de concessão são de oito anos, com início em 29 de fevereiro de 2008 e término em 29 de fevereiro de 2016. O contrato poderá ser prorrogado pelo Município por igual período de oito anos, desde que atendidos os critérios de coleta e transporte dos RSU, tratamento e destino final-operação do aterro, varrição, coleta e tratamento do RSS, equipe padrãoe coleta mecanizada de resíduos sólidos, através de containeres com rodas. O  contrato  permite  a  alteração  do  sistema  de ‘tratamento e destino’ final, conforme cláusula, em que caso  o  Município  opte,  durante  a vigência  do contrato,  por outro  sistema  de destinação  final  dos resíduos  coletados,  este item do  atual  contrato  será  cancelado  e  o  novo procedimento  será  objeto  de  nova  licitação pública”, explica Barros.

            De acordo com dados de final de 2013 sobre o tratamento e destino do lixo, a quantidade  anual  de resíduos  enviados  ao  aterro do Botuquara foi de 81.248,45 toneladas, sendo 6.770,70 toneladas por mês. Ainda de acordo com os dados cada habitante gera 245kg RSU/ano.

            Aterro sanitário (coleta seletiva + compostagem), Incineração com recuperação de energia, CTR com tratamento de resíduos com produção de biogás – food waste to energy, CTR com geração de Combustível Derivado de Resíduos + compostagem, Pirólise são algumas possibilidades de destino dos RSU estudados para Ponta Grossa. Essas medidas foram apresentadas na reunião da ACIPG. O aumento da taxa de lixo e a coleta seletiva também foram assuntos abordados.

            O Promotor de Meio Ambiente do Ministério Público, Honorino Tremea, cobrou uma resposta do Município. “O assunto tem que ser decidido, fazer projetos e chegar a uma conclusão para a destinação correta dos resíduos sólidos. É uma situação que vem se arrastando por anos”.

            Na segunda parte da reunião, foram feitas perguntas àqueles que fizeram uso da palavra.

 





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