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Manifesto Conseg: situação no Cadeião

21/02/2014


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A PROVA DE QUE PONTA GROSSA É PRETERIDA

PELO GOVERNO DO ESTADO*

 

         O Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa (Conseg) aprovou na última reunião (18/02) a confecção de um manifesto por escrito sobre as condições da Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Há muitos anos se espera investimentos por parte do governo do Estado do Paraná nesta área. No entanto, a posição claudicante de todos os governos, inclusive o atual, demonstra que a região dos Campos Gerais sempre foi preterida. Além da promessa não cumprida da construção da Casa de Custódia e do aumento de vagas nos regimes prisionais da região, ao consultar o site da SEJU-PR nos deparamos com o seguinte quadro:

         Percebe-se claramente a situação caótica, desumana e humilhante que passam os detentos do Hildebrando de Souza, onde deveria abrigar 207 presos (171 homens e 36 mulheres) temos hoje 607 presos (520 homens e 87 mulheres). Comparando-se com as casas de custódia de São José dos Pinhais, Londrina, Foz de Iguaçu e Curitiba, percebe-se que nosso excedente ultrapassa os limites do bom senso e da razoabilidade. Conclui-se: a desigualdade não é ocasional e sim histórica, fruto da inércia de nossos representantes no Governo do Estado, em especial os Deputados Estaduais. As decisões da Vara de Execução Penal desta Comarca no sentido de interditar a referida unidade penal caíram em descrédito, pois a SEJU escreveu em seu Estandarte que não há liderança política dos Campos Gerais capaz de demovê-los em tratar-nos com desigualdade.

         Aliás, essa prática é useira e vezeira para com Ponta Grossa que sempre é a última a receber investimentos em todas as áreas, quiçá quando recebe. Desde o mês de setembro de 2013, aguarda-se a remoção pelo DEPEN-PR de no mínimo 150 (cento e cinquenta) presos para outra unidade com o fito de amenizar a crise vivida no Hildebrando. Pergunta-se: Por que nossa região é tratada de forma tão desigual? Parece que aqui só tem frouxo, cujo significado descreve aquele cara que nunca toma uma atitude, está sempre em dúvida e nunca sabe o que fazer da vida. Nunca faz nada só fala em fazer e fica em cima do muro. Você conhece algum representante de classe ou político assim em nossa Região?

         Oportuno dizer que a nova Casa de Custódia (que um dia será construída) prevê apenas 350 vagas, ou seja, não atende ao excedente atual. Dizem por aí que nossa cidade é a que mais cresce no sul do Brasil. Pois bem, alguém está planejando criar uma estrutura capaz de atender a previsível explosão demográfica que teremos? E as cadeias públicas de Castro, Imbituva (surto de sarna), Jaguariaíva, Irati como estão? Superlotadas.

         O abrandamento na execução da pena é outro fato inusitado e preocupante, pois com a situação atual, o Judiciário muitas vezes tem que adiantar um direito de progressão de regime visando arrumar mais vagas, ou seja, a sensação de impunidade atinge diretamente o trabalho policial e a vida das vítimas. Enfim, poderíamos discorrer outras mazelas no quesito desigualdade, como por exemplo: a) falta de investigadores e delegados; 2) estamos perdendo um caminhão que seria destinado para o 2º Grupamento de Bombeiros, mas foi destinado para a cidade de União da Vitória; c) há racionamento de comida e combustível nos Batalhões.

         Senhor Governador! Senhora Secretária da SEJU! Senhores Deputados!

         Até quando?

*Henrique Henneberg

Presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa





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