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Análise da Balança Comercial - Relação Comercial entre Brasil e Argentina

30/10/2013


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Entre os anos de 1989 e 2013 o fluxo de comércio entre o Brasil e a Argentina variou significativamenteVerifica-se que entre1989 e 2001, período de crise Argentina e ruptura do modelos econômico, o volume de importações oriundas daquele país eram em média US$ 4.583 milhões e as exportações para lá na ordem de US$ 4.078 milhões. Ou seja, um saldo comercial deficitário para o Brasil na ordem de US$ 504.9 milhões. Após o ano de 2001, é possível verificar uma inversão de tendência originária principalmente por decisões estratégicas governamentais distintas.

A partir de 2001, as exportações para a Argentina apresentaram uma média de US$ 12.303 milhões e as importações registraram uma média de US$ 10.072 milhões. Com isso, podemos perceber que a relação comercial com aquele país passou a ser superavitário na casa de US$ 2.230 milhões.

Comparando os valores médios de exportações para a Argentina entre 1989 e 2001 e entre 2001 e 2013 podemos perceber uma variação de 201%, enquanto as importações, comparando os mesmos períodos, apresentaram uma variação de 119%. Com esses dados, percebe-se que o Brasil vem obtendo vantagens no comércio com a Argentina, onde as exportações apresentaram um aumento de aproximadamente 82%.

No período analisado, os cinco principais produtos exportados para a Argentina foram: materiais de transporte, máquinas e equipamentos elétricos, produtos químicos, metais comuns, plástico e borracha. A média do volume comercializado destes produtos era de US$ 32 milhões por ano, ou seja, 74% do total. Porém, após a ruptura em 2001, os produtos minerais deram lugar ao plástico e suas obras na lista dos cinco produtos mais exportados para aquele país. Neste período, a média de volume dos cinco produtos mais exportados passou a ser de US$ 100 milhões, o que representa 80% do total.

Quanto às importações, tanto antes como depois do período de ruptura de 2001, os cinco principais produtos importados da Argentina eram: materiais de transporte, produtos do reino vegetal, produtos minerais, produtos químicos, plástico e borracha. No primeiro período, a somatória desses produtos (US$ 78 milhões) representava aproximadamente 81% do total, enquanto no segundo período, pós-ruptura, o total destes mesmos cinco produtos (US$ 37 milhões) representava aproximadamente 73% do total, uma redução de aproximadamente 113%.

Atualmente, o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. Em 2012, o  país representou 29,8% do total das importações e 20,4% do total das exportações argentinas.

 

Apoio: Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG)

 

Professores:

Profa. Adriana G. Fabrini Diniz

Prof. Carlos Ubiratan Schier

Prof. César E. Abud Limas

Prof. Osvaldo M. Callegari

 

Acadêmicos:

Kenji Ricardo Kubo

Ana Lucia Lopez Chavez





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