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Orçamento de programa de habitação gera protesto

19/10/2017


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A Associação Paranaense de Construtores (APC) realizou na manhã desta quinta-feira (19), manifestação em frente à Caixa Econômica Federal. O ato aconteceu simultaneamente nas principais cidades do Brasil, convocado pela Federação Nacional de Pequenos Construtores (FENAPC). O objetivo da categoria é reivindicar ao Governo Federal que aumente ainda para este ano o orçamento para o financiamento de imóveis dentro do Programa Minha Casa Minha Vida, para que contratos pendentes possam ser consolidados.

Uma carreata saiu da rotatória da Rua Londrina, com a Avenida Visconde de Taunay, e se dirigiu até a frente da Agência da Caixa, na Rua Francisco Ribas. A manifestação ocorreu para demonstrar contrariamente aos atrasos na liberação de recursos oriundos do Programa Minha Casa Minha Vida, bem como solicita ao Governo Federal para que seja aumentada a dotação orçamentária para o Programa, ainda em 2017.

Segundo presidente da APC, Gabriel Stallbaum, muitos processos de financiamentos de habitação estão parados, em virtude disso, empresas, desde as do ramo da construção civil, lojas de materiais de construção entre outras que dependem do segmento que está sendo prejudicado. “O setor está inseguro de continuar investindo, ainda mais depois de anúncios do governo que os recursos para o PMCMV irão reduzir para o próximo ano. Para este ano, contamos que o Governo autorize este aumento na dotação para que os beneficiados pelo PMCMV possam assinar os contratos e o setor volte ao nomal“, disse Stallbaum, que salientou que a manifestação foi organizada simultaneamente em diversos estados brasileiros pela Federação Nacional dos Pequenos Construtores (FENAPC).

Por nota, Ezequiel Nuno Gomes de Sousa, presidente da (FENAPC), explica que a manifestação acontece simultaneamente, além do Paraná, nos estados da Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Segundo ele, a situação ocasionada por uma gestão desastrosa, representa uma ameaça devastadora para os pequenos construtores e para uma das mais fortes cadeias produtivas pelo Brasil afora, e o que é pior, para o emprego de milhões de trabalhadores. “Usando números descritos nas Instruções Normativa do Ministério das Cidades, para cada bilhão investido na construção civil são criados ou mantidos 75.000 (setenta e cinco mil) postos de trabalho diretos e que agora ficaram desempregados”, disse.

Em Ponta Grossa a APC mobilizou dezenas de empresas e profissionais da construção. A manifestação foi convocada pelas redes e mídias sociais. “O protesto não é contra a Caixa, estamos reivindicando a atenção do Governo”, explicou o diretor de comunicação da Associação Paranaense de Construtores, Fabiano Gravena Carlin.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), Douglas Fanchin Taques Fonseca, a reivindicação é legítima, pois a atual situação orçamentária deixa estagnado um importante setor da economia brasileira. “Espero que estas manifestações sensibilizem o Governo Federal da necessidade destes recursos tanto para o setor da construção, como outros que dependem diretamente, sem contar com os beneficiados pelo Programa”, disse Fonseca, lembrando que a APC foi criada na ACIPG, através do Núcleo de Construtores, do Programa Empreender. 





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