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ACIPG discute estacionamento no centro com AMTT

14/02/2017


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A diretoria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) recebeu na noite desta segunda-feira (13), o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), o engenheiro civil Roberto Pelissari, juntamente com comerciantes da Rua Francisco Ribas, descontentes com a retirada dos estacionamentos desde a Rua Saldanha Marinho até a Rua Barão do Cerro Azul. A intenção do encontro foi promover um entendimento entre as partes.

Representando os empresários da referida via, compareceram a sócia-gerente do Hotel São Marcos, Luiz Eduardo Paruker da empresa Parumed, Marcos Anacleto do Amaral da Inicitativa Cartuchos e Informática, bem com o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares dos Campos Gerais, Leodgar Pedro Correia. O presidente da ACIPG, Douglas Taques Fonseca concedeu a palavra para que os proprietários das empresas situadas na Rua Francisco Ribas explicassem para Pelissari os motivos do descontentamento.

Simone alegou que com a retirada do estacionamento da frente do Hotel São Marcos, os hóspedes não têm como se informar de valores de diárias, nem como um taxi parar para desembarque dos clientes. “A Prefeitura será responsável em caso de o hotel sucumbir, como também de outras lojas localizadas da via. Além disso, o estacionamento na Francisco Ribas servia para o comércio de outras vias perpendiculares, como é o caso da Rua do Rosário”, disse a gerente que contou que um abaixo-assinado está sendo providenciado, solicitando o retorno das vagas de estacionamento.

Parucker conta que sua empresa comercializa produtos médicos hospitalares e ortopédicos, com uma quantidade considerável clientes portadores de deficiência ou que sofrem de alguma doença temporária ou permanente, que gera dificuldade de locomoção. Em virtude disso, prevendo a complexidade no acesso, o estabelecimento é todo adaptado. “Porém, com a medida, a acessibilidade destas pessoas estará limitada pela falta de estacionamento em frente à loja”, explica.

Por outro lado, Pelissari relata que o objetivo de retirar os estacionamentos visa a garantir, em três pistas, maior fluidez dos veículos em horário de pico e maior comodidade aos motoristas. Ele afirmou que estudos foram realizados para que a medida fosse tomada e que para acontecer o desenvolvimento da cidade, os empresários devem contribuir com o poder público nestas mudanças. “Um contador de tráfego instalado na esquina  da Rua Francisco Ribas, com a Francisco Burzio registrou, por mês, 357 mil veículos passando em duas faixas. Por isso, a necessidade de três faixas, desafogando outras artérias”.

 

Intervenção da diretoria da ACIPG

O diretor da Pasta de Assuntos Econômicos da ACIPG, Cesar Tozetto, alertou Pelissari que as calçadas Rua Francisco Ribas são estreitas e que a ausência de estacionamentos pode gerar risco aos pedestres, considerando a velocidade permitida. Tozetto sugeriu que como em modelos vistos em outras cidades, o estacionamento poderia ser proibido apenas em horários de trânsito intenso, como das 17 às 20 horas, por exemplo.  “Garantiria a fluidez desejada pela AMTT, mas também segurança aos pedestres, sem enfraquecer o comércio”, aponta Tozetto, que recebeu o apoio de outros diretores da Associação.

Pelissari garantiu que a AMTT, nem o prefeito Marcelo Rangel são inflexíveis ou intransigentes e que será estudada a possibilidade de amenizar a situação, porém também deve haver a boa vontade da outra parte. “Vamos fazer esta análise o mais rápido possível, para que possamos chegar a um denominador comum, chegar a um consenso que seja o melhor para todos, tanto para o empresariado, quanto para o poder público e o usuário da via ”, falou o presidente da AMTT, buscando a parceria e o entendimento do empresariado.

Fonseca avaliou como produtiva a reunião, pois faz da Associação o palco para debates importantes, que interferem diretamente no cotidiano de Ponta Grossa, bem como age na defesa do empresariado. “Sabemos que o resultado não será o ideal para todos, mas a ideia é entrar em um consenso e amenizar o impasse”, ponderou o presidente da ACIPG.





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