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ACIPG RECEBE PREFEITO PARA DISCUTIR SOBRE DISTRITO INDUSTRIAL

09/09/2016


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Nesta semana a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), representada pela Câmara Técnica da Indústria, recebeu o Prefeito Municipal Marcelo Rangel, acompanhado de integrantes de sua equipe, para discutir sobre o aeroporto Santana e a situação do distrito industrial Ciro Martins.

O prefeito refletiu sobre o período de crise em que se encontra o país, destacando que os últimos dois anos tem sido desafiadores no campo da economia. Isto posto, salientou todos os investimentos que estão sendo realizados pelo município, em torno de R$ 10 milhões por exemplo no aeroporto Santana, cuja operação está prevista para iniciar em outubro deste ano. A captação e instalação de novas indústrias em Ponta Grossa assim como a apresentação de diversos projetos de sua gestão também foram abordadas. Marcelo ainda apresentou suas expectativas em relação ao aumento da arrecadação de ICMS nos próximos três anos.

O Secretário de Indústria e Comércio, Paulo Carbonar, que também acompanhou o prefeito, esclareceu algumas questões acerca do acesso ao distrito industrial. Paulo pontuou que não há possibilidade de realização da obra com verbas municipais, havendo a necessidade de recursos do governo do estado para tanto.

O diretor da Câmara Técnica da Indústria da ACIPG, Leonardo Bernardi, destacou a necessidade de se reformular a lei do Programa de Desenvolvimento Industrial (PRODESI), para atender da melhor forma as necessidades do setor industrial. Iluminação, segurança e transporte coletivo estiveram entre as principais demandas dos empresários presentes – os funcionários das fábricas encontram dificuldades para se locomover nos dias de chuva; a quantidade imensa de barro dificulta o acesso de veículos; a falta de pontos e linhas de ônibus coloca os funcionários e os moradores em risco.

A pavimentação do distrito industrial foi um dos temas em questão durante a reunião. Alguns empresários industriais presentes solicitaram ao prefeito pelo menos a liberação de “cascalho” para alguns pontos críticos da localidade. Ainda sobre a pavimentação, há alguns meses a Prefeitura Municipal teria proposto financiamento junto a Companhia Pontagrossense de Serviços (CPS) para a execução da pavimentação. Porém, em virtude do valor elevado e da quantidade baixa de parcelas oferecidas este financiamento tornou-se inviável, porque apresentaria altíssimo impacto nos custos. Em contrapartida, o prefeito prontamente frisou que poderia aumentar o número de parcelas.

Marcelo também informou na oportunidade que elencará prioridades no que diz respeito aos pedidos a serem encaminhados ao governo estadual para o próximo ano. Junto com os recursos para a saúde, sua gestão privilegiará a busca por investimentos para o distrito industrial. Colocou-se à disposição para intermediar uma conversa junto ao governo do estado e comentou que no próximo ano o distrito terá maior atenção junto aos investimentos a serem realizados pela prefeitura.

O diretor de Assuntos Comunitários da ACIPG, Luiz Eduardo Rosas, colocou em questão o orçamento municipal e os respectivos investimentos para 2017. Segundo cálculos aproximados do diretor, o orçamento do município já estaria comprometido em aproximadamente 94% com folha, dívidas, saúde, educação, dentre outras despesas. Diante disso, a próxima gestão terá que conter gastos para que seja possível atender outras demandas da cidade, como os referidos e necessários investimentos no distrito industrial.

O presidente da ACIPG, Douglas Fanchin Taques Fonseca, lembrou que esteve à frente da entidade em 1998, há 17 anos, e que, infelizmente, os problemas do distrito industrial continuam os mesmos, independentemente de quem tenha assumido a gestão do município: os problemas vêm se arrastando há duas décadas. “O distrito industrial é tratado com imenso descaso pelo que representa para o desenvolvimento do município; as ruas e o acesso, por exemplo, são péssimos. Não se trata somente de trazer mais e mais indústrias, é preciso também dar atenção e condições àquelas que já existem”, argumentou o presidente.

Douglas ainda disse que não concorda que o asfalto interno do distrito industrial seja fornecido gratuitamente pelo município, mas, mesmo com alguns empresários tendo se proposto a pagar parte dos custos, as obras não aconteceram. Douglas ainda alertou para a questão de horários dos voos a serem ofertados quando o aeroporto estiver em funcionamento; estes devem atender a demanda dos empresários, especificamente nos primeiros horários da manhã, com retorno a noite, de modo que voos a tarde não são eficientes para o cumprimento de agendas de trabalho.

Para concluir, Douglas sugeriu ainda a formação de uma comissão para propor e acompanhar os parlamentares da cidade no que diz respeito à reivindicação de verbas para investimentos na infraestrutura do Distrito Industrial. “Todos os setores da sociedade são importantes, saúde, cultura, educação e outros, mas o distrito industrial e setores que contribuem para o desenvolvimento econômico da cidade, não podem ficar de lado”, finalizou. 





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